Educação
A educação pode mudar a história de uma pessoa e até de um país inteiro. Mas para que ela seja assim transformadora, não basta que o aluno vá à escola. Mais do que estudar, é preciso aprender.
Programa de Valorização Jovem
Para ser um cidadão nota 10, o jovem brasileiro precisa de escola. E de autoestima. Embora a frase seja simples, foi preciso estudar bastante para criar um projeto que a confirmasse na prática. Foi assim que, em 1999, nasceu o Programa de Valorização do Jovem (PVJ), que já beneficiou mais de 30 mil estudantes de 40 escolas públicas em nove estados brasileiros, e funciona de uma forma muito interessante.
Alunos do 6º ao 9º ano com grave risco de evasão atuam como monitores de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. E funciona muito bem: segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC 2005), a média da taxa de evasão escolar no ensino fundamental nas escolas públicas do Brasil é de 6,9%; no PVJ, a média nos 10 anos de programa é de 2,0%.
Em outras palavras, 98% das crianças beneficiadas pelo PVJ permanecem na escola. Já foram beneficiados cerca de 30 mil alunos até 2009.

Como funciona:
O PVJ seleciona jovens de escolas públicas com dificuldades de aprendizado e alta probabilidade de abandonar os estudos, transformando-os em monitores de classe, para elevar seu senso de responsabilidade. Com a supervisão de professores, o jovem selecionado atende a um grupo de três alunos mais novos, durante uma hora por dia, em sala de aula. E participa ainda de visitas guiadas a empresas, palestras e programas culturais para que possa abrir os olhos e enxergar novos horizontes.
Projeto Educação Campeã
Um projeto de educação pode ter resultados mais acelerados se o parceiro for o Instituto Ayrton Senna? A gente sabe que a ciência da educação não é assim tão exata. Mas foi com esse otimismo e vontade de acertar que o Instituto Coca-Cola Brasil e a Renosa, fabricante do Sistema Coca-Cola Brasil do Maranhão, se uniram ao Instituto Ayrton Senna para criar o Projeto Educação Campeã, que vai beneficiar mais de 34 mil estudantes até 2009. O Maranhão apresenta o menor índice de IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Brasil. O Projeto Educação Campeã é dividido em 17 Unidades Regionais, e a parceria do Instituto Ayrton Senna está sendo desenvolvida em oito Unidades Regionais. Além de São Luis, está presente em Açailândia, Caxias, Chapadinha, Imperatriz, Itapecuru, Rosário e Timon Icatu. De acordo com o Balanço de 2005 do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do (Inep/MEC), o desempenho acadêmico dos alunos de 5º ano do ensino fundamental em língua portuguesa no Maranhão foi de 151,8 contra 170,6 da média do Brasil. A meta do Programa Educação Campeã é elevar essa média para 200.

Como funciona:
Com o apoio do governo do Maranhão, o Projeto utiliza o expertise de quatro programas do Instituto Ayrton Senna para investir na melhoria do ensino fundamental no estado:
• Gestão Nota 10 - Busca capacitação técnica dos gestores escolares para que a instituição obtenha melhores resultados administrativos e pedagógicos, visando ao sucesso do aluno.
• Se liga - Oferece ao estudante do 1º ao 5º ano a oportunidade de desenvolver pleno domínio da leitura e da escrita.
• Acelera Brasil - Garante ao aluno alfabetizado, com distorção idade/série, aprofundamento na primeira fase do ensino fundamental, para que ele se aproxime ao máximo da série adequada à sua idade.
• Circuito Campeão - Avalia o nível de aprendizagem dos alunos do 1º ao 5º ano com processos gerenciais e pedagógicos, e incentiva a adoção de políticas públicas de alfabetização e acompanhamento escolar para evitar o analfabetismo, a repetência e o abandono dos estudos.